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Patinho Feio da Fé-não

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Nasci em um lar cristão e estudei em uma escola de freiras. Algumas piadinhas, que alcunhavam minha família de “quebra-santos”, me informaram sobre minha fé não Católica Romana, mas Protestante. Explicaram-me o grande cisma. A Reforma determinava o “lado” em que eu deveria ficar. Vez por outra, uns murmúrios em uma língua não convencional denunciaram-me como “diferente”. Protestantes prevenidos, apressadamente me indicaram um outro caminho. O meu “lado” Pentecostal quase não-protestante . Parecera-me o fim do empurra. Meus pares, protestados pelos Protestantes e Católicos, se consideravam mais espirituais. Para variar, alguma coisa não se enquadrava. Apesar das línguas um “sotaque estranho” diferenciava-me. A manutenção da convivência com os não-pentecostais indicava a estranheza. Diante do meu comportamento e convivência, com uma insistência viril apontaram-me Evangélico. Lá fui eu de novo, só que bem mais localizado. Cristão- não -católico- quase-não -Protestante-Reformado-Pentec...

ÉS TRISTE; PECADOR!

É triste ver que a pequenez de um homem é a limitação de si mesmo, Rodeado por muralhas de autoproteção, fecha seu coração, se aprisiona nos grilhões de seus sentimentos, e o seu carrasco é a liberdade do outro. É triste saber que sua liberdade está na qualidade de suas relações, mas ele é incapaz de promover o bem ao próximo, Saber que sua pequenez é proporcionalmente oposta à sua agressividade, sua manipulação, Que quanto mais distante do outro, menor ele se torna e vive mediocremente. É triste saber que sua mediocridade não está em ficar na média, mas sim, em tentar transpô-la às custas do outro e isto ser comum. É triste saber que sua língua, um membro tão pequeno, capaz de construir grandes castelos, é mais usada para lavrar as mais tétricas catacumbas. É triste saber que ele está rodeado de pessoas, cujos corações do outro lado das grades, o ouvem por educação, que suas palavras não lhes alcançam, pois o que ele diz é como o metal que retine, porque palavras sem amor são son...

GAIOLA DA FÉ

Pacientemente, graças à internet, li centenas de depoimentos de gente decepcionada em pertencer a uma igreja. Tentei entender os motivos das frustrações e descrenças. Entre várias dezenas de desencantos institucionais, também havia um ou outro repúdio total à fé cristã. Generalizada maioria não perdeu a fé. Cresceu e paradoxalmente encontra-se perdida. No fundo desacredita do ser humano. Deixam suaves pistas que incluem a si mesma. Alguns se atreveram a dizer onde estão e o que procuram. Pude perceber que desejam um lugar despretensioso e que não se intrometa em suas vidas. Intromissão neste caso, designada de policiamento ou legalismo. Optaram por grupos nominalmente informais, mas com todas as formalidades encobertas pela inexistência de cobranças ou intervenções de ninguém sobre si. Para uma geração que usa camiseta-slogan, “ quanto mais conheço o ser humano mais amo meu cachorro ”, esse tipo de fé distante do outro não se estranha. A falta de mutualidade na igreja, cria uma ambiênc...

CRISTO É SENHOR

As escavações arqueológicas localizaram em uma parede, alguns rabiscos que representavam um homem com cabeça de burro ajoelhado diante de uma cena de crucificação com a seguinte inscrição: “ Agamenus serve ao seu Deus ”. Esta inscrição feita por algum zombeteiro na época da grande dispersão da igreja em Jerusalém, revela alguns pontos teológicos bastante intrigantes. A principal, vem da dificuldade em olhar para Jesus de Nazaré, o filho do carpinteiro, morto desumanamente e reconhecê-lo Deus. O conceito sobre Deus por demais elevado não permite rebaixá-lo. A pergunta que Jesus fez em particular a seus discípulos concede-nos vislumbrar a grande dificuldade de seus contemporâneos: - “ Que dizem os homens que eu sou ?” As respostas vindas do povo eram confusas. Reconheciam algo de especial, mas não concebiam a profundidade do que viam. Os religiosos dubiamente se incomodavam. – “ Com que autoridade ele faz estas coisas ?” Os próprios discípulos confusos exprimiram. Afinal, “ quem é este ...

JUSTIÇA

Fico assustado ao ouvir a divulgação dos altíssimos índices de violência e criminalidade em nosso país. Vivemos nos conformando com a " pizza " no final de cada denúncia. Mas isto parece tornar-se o padrão. Cada vez mais vemos isto, e imagino que seja pela impossibilidade da Lei em usar o bom senso a fim de ser justa. Gosto muito de assistir filmes de investigações e julgamento. Ultimamente tenho visto um seriado Law & Order . Interessante observar as barreiras que os promotores públicos têm em condenar um criminoso. Todas as evidências apontam para o réu, porém por alguma questão legal a prova fundamental não pode ser usada, e assim o criminoso sai em liberdade, e algumas vezes com direito de exigir indenização do Estado. No Brasil, isto parece normal, não uma exceção. A minúcia da Lei levada ao pé da letra facilita o escape dos infratores, mas injustamente "beneficia" somente os que conseguem se proteger nas riquezas. A justiça fica com o braço curto. A promot...

DEUS

A encarnação só serviria como prova do amor de Deus, se não existisse outra maneira para Ele perdoar. Só valeria como prova, se as opções fossem entre sim e não. Não existindo outra maneira para salvar, o que dizer sobre o tema Onipotência? Se... ... Deus não podia salvar os pecadores senão condenando um justo, onde estaria a sua Onipotência? ... Ele podia salvar por outros meios que não a humilhação, mas não optou por eles, teria sofrido sem necessidade, ou por faltar-lhe de sabedoria? ... Dissermos que Ele sofreu para provar seu amor, restaria a dúvida de seu amor pelos outros seres criados como os anjos, pelos quais não precisou sofrer? Só posso entender que Deus fez o homem livre. Ao dar esta liberdade, sabia que seu imenso poder deveria se adequar harmoniosamente com as decisões do homem. Para não revogar esta vocação dada ao homem, se este lançasse mão da liberdade para contrariar sua vontade, Deus sabia que não poderia fazer uso de sua soberania e simplesmente decretar, mas ter...

Pastor ReLevante

As escrituras revelam a dádiva de Deus à Igreja: os “homens-dons”. Entre estes, o pastor-mestre concedido como um daqueles que pode capacitar os crentes para a diaconia [1] no mundo. Mais especificamente a partir da idade média, a institucionalização da fé cristã não buscou servir ao mundo, mas assumiu a missão de trazer o mundo para debaixo de sua estrutura. Mudou-se até a linguagem. A evangelização, de levar a Palavra passou à conquista dos povos. Em virtude da falta de conhecimento, os poderes espirituais recebiam o crédito de serem a causa dos eventos naturais [2] da física, química e biologia. A fé institucional considerada a única capaz de codificar as ações espirituais, adquiriu o status de infalível resposta. Demonstrando-se fiel depositária de Deus e fonte exclusiva da verdade limitou-se a ser mestre de si mesma e descartou qualquer outra fonte de conhecimento. Por outro lado, a sociedade secularizada buscou romper com as fronteiras do conhecimento. Esta aventura científica ...