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Mostrando postagens de 2017

Cidadão de qual reino?

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Nasci e me tornei um cidadão do mundo. Cresci e decidi ser um cidadão celestial. Por cidadão celestial, compreendo ser aquela pessoa que escolhe viver o chamado do “Reino de Deus”, e no caso, seus "ministros" não agem com as mesmas “armas” dos reinos desse mundo.
Pertencer ao Reino de Deus é trilhar seu modo de vida pelos valores apreendidos com Cristo. Reger as relações humanas e sociais por esses valores, cuja síntese é “amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”, compreendendo que não existe nenhum amor a Deus, se não existir o amor ao próximo.
Reino de Deus não se faz com discurso, e menos ainda com bases que aniquilem ou anulem o próximo, mesmo que seja um inimigo. Reino de Deus é um processo de

Meu desencanto com a fé cristã!

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Tenho uma vocação que brotou com força na minha adolescência.  Ela não me deixa sossegar. Há uma força dentro de mim que não me deixa dizer não.
Não almejei, em primeiro lugar, ser pastor. Desejava, apenas, fazer com que as pessoas pudessem ser melhores pessoas.  Que aqueles que sofrem pudessem encontrar no mínimo o consolo e crendo que isso ocorre por meio do Evangelho de Jesus.
Confesso que tenho um desencanto com a fé cristã, no entanto, o problema não está na vocação e certamente não está no Evangelho. Descobri que está no fato de ter me iludido, acreditando naqueles que engolidos pelo sistema religioso demoníaco, me passaram a ideia de que todo o paramento eclesiástico existente é a base para se ter um cristão.
Inocente entrei na lida.  Crédulo, acreditei que os mais “experientes líderes eclesiásticos” estariam certos, por isso, por um tempo acabei ajudando a perpetuar as estruturas nefastas do poder eclesiástico me submetendo a elas. Foi quando me descobri, mais abusado do que…

Uma proposta para Igrejas.

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Conhecer bem as escrituras não é o maior desafio teológico do pregador, mas sim torná-la acessível e aplicável.
De que adianta um profundo conhecimento se a vida daqueles que ouvem as mensagens não experimenta Deus?
Quando alguém se volta para a igreja, deseja avidamente suprir suas carências, aliás, anelo legítimo, válido e que deve ser buscado.  O problema surge no descompasso entre a crença na possibilidade de se concretizar a idealização da vida e, de fato, a realidade da vida tal qual se apresenta.
Todo discurso tem seus limites.  Neste caso, o da divina providência em que Deus é apresentado com uma resposta para tudo, mais cedo ou mais tarde, diante da realidade que se impõe, além de não dar muito sentido, não corresponde aos anelos da alma e instaura o incômodo vazio que gera a frustração.
Por outro lado, um discurso que expõe a natureza própria da existência em meio a aflições, por mais honesto, crítico e analítico que seja, não é suficiente para tornar uma pessoa comprometida com …