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O VELHO NOVO MESSIAS

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(esse texto foi escrito originalmente em março de 2013 - repaginado)

As bases para a intolerância, preconceito, sectarismo e outros valores do anticristo.

Jesus deixou um aviso de que o mundo seria perigoso, haveria risco de morte, perseguição e pouco espaço para uma fé defensora dos fracos e oprimidos. Entretanto, a estatização da fé inverteu o jogo e, de fracos e oprimidos, os crentes passaram a fortes e opressores.

Saltando o tempo desde Constantino, chegamos ao Brasil católico com imaturas tensões contra os protestantes. Herdeiros dos protestantes, evangélicos não sofreram estes embates, exceto na conflitante convivência entre protestantes e o movimento pentecostal.

O apocalipsismo americano, do fim do século XIX, trouxe de forma contundente a ideia de que a fé seria provada pelas perseguições, apresentando quase como uma necessidade o ser perseguido como prova de se estar certo e no caminho correto, criando assim uma síndrome de perseguição e implantando as bases para a suposta e…

HOMICÍDIO - PUGNA THEOLOGICA 2

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Vamos pensar sobre um tema na Bíblia: HOMICÍDIO.
Deus é contra ou a favor?
Pela história de Israel invadindo povos estrangeiros e eliminado até as crianças, sob a égide do mandamento divino, poderíamos dizer que Deus é a favor.

Pelos mandamentos dados a Israel poderíamos dizer que ele é contra.

Pelas narrativas dos textos, evitando alguma ideia pré-concebida, poderíamos concluir o quê?
Há um mandamento para se servir a Deus com integridade e verdade que diz “não matarás”. Há o imperativo para amar até mesmo os inimigos.
Encontramos, também, nas páginas da Bíblia, histórias como a de Davi que “matou dez milhares[1]” apenas para casar-se com a filha do rei.
Por outro lado, há a narrativa de quando Davi quis construir o Templo para agradar a Deus, o profeta ter lhe entregue uma mensagem, da parte de Deus, que ele não poderia construí-lo por haver cometido assassinatos [2].
Estaria Deus zombando de Davi ao ordenar uma matança e depois acusá-lo de matador?
Sim, eu sei que a doutrina cláss…

Cidadão de qual reino?

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Nasci e me tornei um cidadão do mundo. Cresci e decidi ser um cidadão celestial. Por cidadão celestial, compreendo ser aquela pessoa que escolhe viver o chamado do “Reino de Deus”, e no caso, seus "ministros" não agem com as mesmas “armas” dos reinos desse mundo.
Pertencer ao Reino de Deus é trilhar seu modo de vida pelos valores apreendidos com Cristo. Reger as relações humanas e sociais por esses valores, cuja síntese é “amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”, compreendendo que não existe nenhum amor a Deus, se não existir o amor ao próximo.
Reino de Deus não se faz com discurso, e menos ainda com bases que aniquilem ou anulem o próximo, mesmo que seja um inimigo. Reino de Deus é um processo de

Uma proposta para Igrejas.

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Conhecer bem as escrituras não é o maior desafio teológico do pregador, mas sim torná-la acessível e aplicável.
De que adianta um profundo conhecimento se a vida daqueles que ouvem as mensagens não experimenta Deus?
Quando alguém se volta para a igreja, deseja avidamente suprir suas carências, aliás, anelo legítimo, válido e que deve ser buscado.  O problema surge no descompasso entre a crença na possibilidade de se concretizar a idealização da vida e, de fato, a realidade da vida tal qual se apresenta.
Todo discurso tem seus limites.  Neste caso, o da divina providência em que Deus é apresentado com uma resposta para tudo, mais cedo ou mais tarde, diante da realidade que se impõe, além de não dar muito sentido, não corresponde aos anelos da alma e instaura o incômodo vazio que gera a frustração.
Por outro lado, um discurso que expõe a natureza própria da existência em meio a aflições, por mais honesto, crítico e analítico que seja, não é suficiente para tornar uma pessoa comprometida com …

A Ditadura e Eu

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