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15.9.12

CHAMAM ISTO DE TEÓLOGOS E TEOLOGIA?

Se digo: "foi uma benção", dizem: "pentecostal". Se, "impactante" apontam, "neopentecostal". "Tremendo", com certeza ele é "neopentecostal G12".

Estes exemplos "tolinhos" servem apenas para demonstrar a lógica utilizada pelos pretensos intelectuais do movimento evangélico em sua defesa teológica.
Não se dedicam ao análise do conteúdo, mas apenas a coarem mosquitos.

Quando se deparam com alguma reflexão teológica que não se enquadra em seus esquemas decorados se perdem e, não sabem e nem conseguem debater fora daquele conteúdo programático sistematizado pela doutrina do movimento.

Parece não se perceberem, ou fingem não ser com eles, que são apenas repetidores de um esquema doutrinário. Não estão defendendo o evangelho e nem o cristianismo e muito menos protegendo a Cristo.
Foram treinados pela "academia" a detectarem no discurso discordante alguma frase, ponto ou expressão que caiba em um rótulo qualquer, porque assim não precisarão debater o que se diz, apenas repetir as comprovações de que se trata de um desvio desqualificando o discurso diferente. Não conseguem lidar com outra lógica, com a diferença, são incapazes de dialogarem, estão sempre armados contra qualquer colocação que escape de seu quadrante dogmático e não consideram a realidade de que o cristianismo não é uno desde seu nascedouro. Deus é Uno.

Então, classificam: liberais, neoliberais, monistas, arianismo, arminianismo, da libertação etc..., e vez por outra acompanhado da seguinte tarja: "esta já foi uma heresia combatida pela igreja". Ironicamente, combatida pela mesma igreja que estes mesmos consideram apóstata e idolátrica. Mas nestas horas, como a questão é desqualificar o diferente, vale tudo.

E é interessante observar que estes são aplaudidos e declarados como intelectuais, os quase únicos legítimos cristãos.
Quanto mais especialista em detectar frases que possibilitem rotular, mais verdadeiro e sérios são considerados.
Eu diria, são comprometidos, isto mesmo, um profundo compromisso com respostas de perguntas que não se fazem mais e em iludir os fiéis com aquilo que o poeta João Alexandre colocou: "meras repetições".

Eliel Batista

7 comentários:

  1. Caro Eliel, não consigo discordar...

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  2. Pr Eliel, eu não tenho problema em nenhum em questionar os dogmas nos quais fui criado. Inclusive, foi questionando a minha própria salvação que cheguei à conclusão de ela é minha porque foi me dada, não fiz nada para merecê-la. Mas essa é outra discussão.

    A impressão que tenho é que essa postura de desqualificar a prática teológica mais conservadora, não combina com o discurso pós-moderno que vejo nos seus textos e nos textos do Pr Ricardo. Se vocês são abertos ao diálogo e estão sempre a questionar a teologia tradicional, por que não aceitar as discussões propostas pela teologia tradicional?

    Até mais, Marcos.

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    Respostas
    1. Olá Marcos,

      Obrigado pelo seu comentário.

      Só gostaria de ressaltar que em meu texto, pelo menos penso e o reli, não desqualifiquei nenhuma teologia, mas um comportamento que se vê dentro do movimento evangélico.

      Não me furtei a nenhuma discussão e nem ergui um muro jogando pedras e dizendo que estou certo e todos estão errados, aliás tento combater esta postura. O que me esforcei foi em dizer, ou pelo menos tentar dizer que criar rótulos é fugir do debate e não pode ser qualificado como teologia e especialista em rótulos não pode ser considerado teólogo.

      Por favor, se puder apontar onde não me expressei adequadamente a esta intenção...

      até

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    2. Pr Eliel, no segundo parágrafo eu escrevi "postura de desqualificar a prática teológica mais conservadora". Então concordamos. Também desqualifiquei um comportamento.

      É verdade que o movimento evangélico combate os erros que aparecem em seus arraiais. Quando do surgimento do movimento da Nova Era, vários livros foram publicados, inclusive um do Pr Ricardo - por sinal, muito bom!

      Ainda que de modo reducionista, os rótulos identificam as pessoas. Até Jesus os criou. No grupo dos fariseus tinha um chamado Nicodemus, que não era como os outros. Esse não é o problema.

      Além disso, ventilar que teólogos tradicionais sejam meros "especialista(s) em rótulos" também é reduzir a discussão.

      Até mais, Marcos.

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    3. Certo, Marcos.
      Só tem um detalhe: eu não mencionei que os Teólogos tradicionais, ou qualquer outro "rótulo" façam isto ou aquilo.

      Em meu texto, novamente, não disse que a turma A, B ou C age assim, eu disse, ou pelo menos tentei dizer que repetir conteúdos, e não flexionar ideias é alimentado. Aliás, coloquei entre aspas a palavra academia, logo, não estou falando de estudos sérios, mas de pseudoacadêmicos.

      Novamente pergunto, onde não deixei claro no meu texto?
      Por favor, me esclareça.

      abraços

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  3. Eliel,

    Com todo respeito, mas a "sua turma" adora adjetivar os críticos como "fundamentalistas", "retrógrados", "conservadores" etc. e tal. Não vi você mencionar isso em sua crítica.

    É isso.

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  4. Gutierres, agradeço a visita.
    A questão é essa mesma. Não tem turma ou lado. Dizer liberal ou fundamentalista cai no mesmo problema.

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