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15.2.07

Patinho Feio da Fé-não


Nasci em um lar cristão e estudei em uma escola de freiras.
Algumas piadinhas, que alcunhavam minha família de “quebra-santos”, me informaram sobre minha fé não Católica Romana, mas Protestante.

Explicaram-me o grande cisma. A Reforma determinava o “lado” em que eu deveria ficar.
Vez por outra, uns murmúrios em uma língua não convencional denunciaram-me como “diferente”.
Protestantes prevenidos, apressadamente me indicaram um outro caminho. O meu “lado” Pentecostal quase não-protestante.

Parecera-me o fim do empurra.
Meus pares, protestados pelos Protestantes e Católicos, se consideravam mais espirituais.

Para variar, alguma coisa não se enquadrava. Apesar das línguas um “sotaque estranho” diferenciava-me. A manutenção da convivência com os não-pentecostais indicava a estranheza.
Diante do meu comportamento e convivência, com uma insistência viril apontaram-me Evangélico.

Lá fui eu de novo, só que bem mais localizado. Cristão-não-católico-quase-não-Protestante-Reformado-Pentecostal-Evangélico.
Os olhares de alto-abaixo para minhas roupas, corte de cabelo, penteado e linguagem me deram uma nova identidade. Agora passara a gospel.
O que viria a ser isto ninguém soube me explicar. Mas houve o decreto:
- “Com certeza, você é”. (A certeza gospel não definível).

Caminhei um pouco e percebi que havia perdido de vista os católicos, os protestantes da reforma, os pentecostais e os evangélicos e que eu não tinha nada a ver com os gospels.

Afinal quem seria eu ou não, depois de tudo isto?

Talvez quem saiba um: não-católico, não-protestante, não-reformado, não-pentecostal, não-evangélico e não-gospel?

Hoje olho para trás e sei que não estou perdido. Agradeço toda a colaboração-não, que me fez conhecer e decidir.
Fizeram-me ver “sim”, que sempre quis ser um discípulo de Cristo e bem distante dos muros da fé-não.

Nota importante: Apesar de saber que não sou nenhum cisne, me dou bem como patinho feliz (não-gospel).

ÉS TRISTE; PECADOR!


É triste ver que a pequenez de um homem é a limitação de si mesmo,
Rodeado por muralhas de autoproteção, fecha seu coração, se aprisiona nos grilhões de seus sentimentos, e o seu carrasco é a liberdade do outro.

É triste saber que sua liberdade está na qualidade de suas relações, mas ele é incapaz de promover o bem ao próximo,
Saber que sua pequenez é proporcionalmente oposta à sua agressividade, sua manipulação,
Que quanto mais distante do outro, menor ele se torna e vive mediocremente.

É triste saber que sua mediocridade não está em ficar na média, mas sim, em tentar transpô-la às custas do outro e isto ser comum.

É triste saber que sua língua, um membro tão pequeno, capaz de construir grandes castelos, é mais usada para lavrar as mais tétricas catacumbas.

É triste saber que ele está rodeado de pessoas, cujos corações do outro lado das grades, o ouvem por educação, que suas palavras não lhes alcançam, pois o que ele diz é como o metal que retine, porque palavras sem amor são sons vazios.

É triste saber que alguém aceita o seu favor somente por se sentir beneficiado, mas não amado.

Isto tudo é triste, muito triste; mas mais triste que saber, é ser assim.

Este é apenas um pequeno espelho que revela um homem que não tem amigos, não faz amigos, não sabe amar, e por mais que deseje tê-los, se não houver transformação jamais os terá.

Bem-triste é aquele que se cerca de si mesmo e faz de si a razão principal e de seus “pré-conceitos” sua direção, ele jamais conhecerá a ALEGRIA.