No veículo das interpretações teológicas, ponto de vista humano, vou em direção à Deus. Questão existencial. O encontro da identidade.
Despertado pela intuição quis ver a contra-mão deste caminho, ponto de vista divino. Me percebi atraído à Ele pela sua vinda em direção à mim. O encontro do amor.
Nada mais. Sem porquês lógicos e quem sabe "Teo-lógicos".
Deus em seu imensurável amor, não se importa em constranger nossas teologias. Revela-se como um marido que mesmo traído, arde em saudades de sua amada.
Coisas que a Teologia, dirá a Sistemática conseguirá explicar.
Ele é amor! Não pode negar a si mesmo. E como Soberano desejou querer.
Me fazer para Ele como objeto de seu amor é criar um espaço em seu coração para o desejo.
O desejo busca preenchimento. Deus não tem carências e nem precisa de algo!
Satisfeito chamou à existência a falta.
Sentiu-a com tal intensidade que não hesitou em despir-se e vir me buscar.
Seu coração queimava ao querer muito cear comigo.
Se expôs! Frágil exprimiu "saudade" da minha presença, na futura ceia eternal.
Selou este desejo com votos de abstinência e promessa de novamente me buscar.
Só posso dizer que Ele me fez desejável.
Que seu amor se agrada em mim.
Que sente minha falta na mesa, no secreto e no céu!
Não há explicações, mas como se diz sabiamente: "O coração tem razões que a razão duvida".
Eis-me aqui, amante da minha alma. Em rendição e sem as tentações de explicar.
Teologia para mim, é a arte de descrever o infinito visto por uma pequena janela.
31.10.06
Amar Custa Uma Vida

Nasci em um lar evangélico, tive um encontro pessoal com Cristo na adolescência, sou pastor há dez anos e confesso: Não amo a Deus.
Além de observar no primeiro e grande mandamento a exigência e abrangência de um amor total e irrestrito de meu intelecto, força, sentimento e vontade para com Deus, a minha melhor história de amor me denuncia:
Fui levado ao altar de núpcias pelo amor que declarara sentir por minha mulher.
Diante de Deus, do sacerdote e das testemunhas, em alto e bom som disse as palavras mais expressivas para aquele momento: "- Eu ti amo" e selei o pacto com um suave e doce beijo.
Idas e voltas, atritos e detritos. Após a rebentação dos anos e o impacto do labor diário na convivência, me peguei em flagrante adultério comigo mesmo, pois descobri na prática matrimonial que a pessoa mais amada em meu casamento não era ela, mas era eu mesmo.
O egoísmo tende a pegar carona no amor a si mesmo e dia a dia é uma luta de titãs.
Meus melhores arroubos de paixão durante um bom tempo, visaram acariciar meu auto amor congênito.
Decepcionado com a hipocrisia dos votos, busquei soluções para tão peculiar traição. Precisava aplicar para com minha mulher no mínimo o amor ao próximo que vindica o "como a ti mesmo".
Folheando a Bíblia, ouvindo poetas pensadores e observando a saga humana confirmo: AMAR CUSTA UMA VIDA.
Duas décadas se foram e meu projeto continua. Ainda não gastei minha vida.
Pela maravilhosa mulher que ela é sou capaz de dar minha vida , mas isto só será provado na consumação do ato: AMAR CUSTA UMA VIDA.
Portanto, no futuro quando estiver velhinho, segurando a mão daquela que dediquei meus votos na juventude, acredito que poderei dizer-lhe comprovadamente: - "Eu ti amo".
Deus é aquele que prova o seu amor: Cristo morreu. AMAR CUSTA UMA VIDA
Quanto a mim, posso dizer que prometo amá-lo, mas não posso provar porque ainda tenho muitos anos de vida pela frente, pelo menos na esperança.
Por enquanto só peço a Deus que tenha um pouco de paciência comigo, pois não o amo ainda, mas prometo a cada dia dedicar-lhe o meu amor até o último suspiro, para na primeira inspiração na eternidade declarar em verdade: EU TI AMO, Ó DEUS!.
Além de observar no primeiro e grande mandamento a exigência e abrangência de um amor total e irrestrito de meu intelecto, força, sentimento e vontade para com Deus, a minha melhor história de amor me denuncia:
Fui levado ao altar de núpcias pelo amor que declarara sentir por minha mulher.
Diante de Deus, do sacerdote e das testemunhas, em alto e bom som disse as palavras mais expressivas para aquele momento: "- Eu ti amo" e selei o pacto com um suave e doce beijo.
Idas e voltas, atritos e detritos. Após a rebentação dos anos e o impacto do labor diário na convivência, me peguei em flagrante adultério comigo mesmo, pois descobri na prática matrimonial que a pessoa mais amada em meu casamento não era ela, mas era eu mesmo.
O egoísmo tende a pegar carona no amor a si mesmo e dia a dia é uma luta de titãs.
Meus melhores arroubos de paixão durante um bom tempo, visaram acariciar meu auto amor congênito.
Decepcionado com a hipocrisia dos votos, busquei soluções para tão peculiar traição. Precisava aplicar para com minha mulher no mínimo o amor ao próximo que vindica o "como a ti mesmo".
Folheando a Bíblia, ouvindo poetas pensadores e observando a saga humana confirmo: AMAR CUSTA UMA VIDA.
Duas décadas se foram e meu projeto continua. Ainda não gastei minha vida.
Pela maravilhosa mulher que ela é sou capaz de dar minha vida , mas isto só será provado na consumação do ato: AMAR CUSTA UMA VIDA.
Portanto, no futuro quando estiver velhinho, segurando a mão daquela que dediquei meus votos na juventude, acredito que poderei dizer-lhe comprovadamente: - "Eu ti amo".
Deus é aquele que prova o seu amor: Cristo morreu. AMAR CUSTA UMA VIDA
Quanto a mim, posso dizer que prometo amá-lo, mas não posso provar porque ainda tenho muitos anos de vida pela frente, pelo menos na esperança.
Por enquanto só peço a Deus que tenha um pouco de paciência comigo, pois não o amo ainda, mas prometo a cada dia dedicar-lhe o meu amor até o último suspiro, para na primeira inspiração na eternidade declarar em verdade: EU TI AMO, Ó DEUS!.
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