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28.9.11

OS PARABÉNS DE UM MARIDO FELIZ!


Aprendi que a vida é bonita, não porque as coisas dão certo, erros não acontecem, lágrimas não sejam derramadas ou angústias não nos alcancem.
Quando experimentei o toque de quem me amava, experimentei o divino, um tempo sagrado, belo e libertador. 
Senti o amor banhar-me, o carinho me envolver e aprendi o que é amar. 

Desejei viver! 
Descobri que viver é alçar voos libertadores para fora das gaiolas que empobrecem a vida. 
Quero todos os dias aprender a voar! 
Sonho antigo, desde os primórdios dos meus antepassados.
Mas esta experiência se dá com amantes.

Conheci e conheço muitas pessoas e dentre todas elas, se tivesse que escolher uma que melhor pudesse me ensinar a viver, a me descobrir, a ser eu mesmo, a explorar o melhor de mim, a manifestar a vida com a garra de um herói, eu sei muito bem quem seria.
Aquela que já gastou mais da metade de sua vida acreditando em mim, confiando em meus devaneios, apostando na beleza escondida em meu interior.
Esta não poderia ser outra pessoa, que não minha amada, minha amante. 
Você que dispôs casar-se comigo e fazer da sua vida, a nossa vida.

Hoje você completa mais um ano. 
Sinto-me o mais privilegiado dos homens. 
Vejo nossos filhos como os mais agraciados pelo amor, pois sem nenhuma possibilidade de escolha nasceram sob os cuidados da mais meiga mulher, que possui tal grandeza, que ainda que não fosse mãe, este amor jorraria intensamente de seu coração.

Querida, estou dividido na escolha do futuro:
Não gostaria de envelhecer ao seu lado para que você não terminasse sua vida ao lado de um velho. Não que seja contra a velhice ou não veja beleza nos idosos. Digo a respeito de mim mesmo, pois quando me imagino envelhecido logo penso: - você não merece isso.
Mas por outro lado, quero envelhecer ao seu lado para que amadurecido possa oferecer o melhor que um coração pode dar. Dedico-me em amadurecer para que no fim de tudo, possa lhe dar o melhor vinho. 
Já que fui presenteado pela sua vida, é o que posso fazer: entregar-me até o fim.

Ti amo, e meu amor está novinho, pois a cada dia que passa conheço uma nova Gisleine e cada vez mais apaixonante.
 
Beijos ternos!

1.9.11

VOCAÇÃO OU PROFISSÃO?


A história nos encaminhou a dividir nossa vida. 
Para facilitar o manejo com algo tão complexo como o viver, dividimos.
Tudo foi dividido: religião e estado, ciência e religião, clero e leigos.

Você já percebeu como o estado está separado da nação?
“ O governo está devendo bilhões”, é a afirmação que mais ouvimos. 
Podemos perguntar: - quem está devendo?

Nós não conseguimos pensar unificado, antes nos enchemos de vidas: vida familiar, vida conjugal, vida financeira, vida profissional, vida sentimental, vida íntima, vida religiosa. É como se tudo isto fosse algo à parte de nós mesmos.
- Estou bem, mas a minha vida íntima; ou familiar...

O grande problema em dividir nossa vida está no fato de que estas vidas todas requerem uma vida inteira de investimento; de dedicação, isto é, todas elas precisam ser vividas. Neste conceito, ao invés de facilitar, a coisa está complicando, pois antes eu tinha apenas uma vida para viver e agora, eu tenho várias. Elas, todas elas, requerem a pessoa por inteiro, e a pessoa é uma só. O que fazer com tantas vidas?

Para conseguir sobreviver somos obrigados a separar: Não leve negócios para casa, não traga problemas de casa para a empresa. Não misture ou haverá falência, seja pessoal ou empresarial.

 Agora que já nos acostumamos a pensar e viver divididos, a história quer mudar nosso paradigma; diz ela: VAMOS UNIR! 
É necessário unificação dos povos, da política, da economia, do mercado. Ouvimos termos como: mercado comum, moeda única, ecumenismo, esforço nacional, fusão de empresas, encontre o seu eu.

Por causa desta divisão, as pessoas têm que eleger uma prioridade e investir nela, isto para não ficar louca. Evidentemente as outras áreas não priorizadas com certeza exigirão. Haverão cobranças e isto resultará em FRUSTRAÇÃO.

A prioridade de nossa sociedade atual é a profissão, por causa do mercado e da sobrevivência, e também da cultura de consumo.
Os pedagogos, professores, os profissionais da educação podem testemunhar:
Pais deixam seus filhos na escola pensando no sucesso, no mercado e não no desenvolvimento pessoal de seus filhos.,
Participei de várias reuniões de pais e mestres e sei o que estou dizendo: Tanto que a maioria dos filhos são quase que abandonados na escola, e a cobrança é pelo sucesso estudantil.

- O que você será quando crescer? 
Esta é a tradicional pergunta para as crianças, pelo mundo adulto.
- Se você não tiver a profissão certa, você não será ninguém! 
Esta é a afirmação estampada na face de pais desesperados pelo competitivo mercado.
Resulta disto crianças arrebentadas e sendo cobrado da escola uma formação: BOM ESTUDANTE. Interioridade aos cacos, isto resulta em FRUSTRAÇÃO.

Por outro lado da cobrança de conteúdos, a alma requer afetos, conexões, relacionamentos, o desenvolvimento pessoal.

Acabamos encontrando excelentes alunos, bons profissionais, mas péssimo filho, pai ou amigo.

Parece que este se torna o tom do desenvolvimento humano, pois as amizades ou até mesmo a fidelidade, parte de uma ótica profissional - de mercado, se trazem vantagens bem, se não, são descartáveis.

Agora imagine ter vida com Deus neste contexto? Mais uma vida? Isto resulta em MAIS FRUSTRAÇÃO. Apesar da decisão em seguir e ser como Cristo, mais uma neurose está estabelecida = A RELIGIOSA.

É necessário buscar a integração do ser.
Quando na prática você se perceber como um ser único e com um único Deus, mais de meio caminho já foi andado.

Quando a bíblia fala sobre chamado, ela faz referência a VOCAÇÃO CELESTIAL. Isto não é etéreo, mas sim um desafio:
Seja na terra como um celestial. Como isto?
Seja gente, humano. O cidadão celestial que conhecemos foi profundamente humano. Ser a imagem de Cristo não é ser religioso, mas sim, corresponder com a imagem para a qual existo, a imagem e semelhança de Deus, no caso, Cristo.

VOCAÇÃO CELESTIAL É UM CHAMADO PARA SER GENTE.

Não ser burro de carga, um tirano, bruto, irracional ou déspota. É um chamado para viver uma vida que transborda.

Por isso, cada um precisa responder:
Quais as coisas que lhe roubam a doçura?
Quais as coisas que estão lhe tornando insensível, frio e conseqüentemente amargo, frustrado?

Para resolver com a frustração você precisa antes de agir, ter princípios de humanização própria e do outro.

Você está se dedicando à profissão e no referencial da vocação celestial, ela está lhe transformando em que?

O grande chamado ministerial é o principal foco de Deus: Fazer de você uma excelente pessoa.  Antes de você ser um excelente profissional, ser uma excelente pessoa.

Para Deus tanto faz se você é publicitário, médico ou vendedor, o importante é quem você é como pessoa. A isto chamamos ministério.

Alguns exemplos podem ajudar:

Neemias é o garçom do Rei, uma pessoa excelente. Sua tristeza chega a incomodar o rei. Ele é sensível pois, chora pelo povo, apesar dele desfrutar das benesses que alguém de confiança em um palácio desfruta.

Cornélio é um militar do reino de ferro,Roma, mas compadece-se dos miseráveis. Apesar de toda sua formação para ser duro, apesar de todas as suas milhares de tarefas, apesar de sua importância, ele é gente e busca a vontade de Deus.

Quando sua prioridade não é alguma área de sua vida, mas sua vida, você precisa convidar Deus para participar de tudo. É muito comum Deus só participar da área profissional das pessoas para abençoar o desempenho, nisto somos gratos e até dizimistas, mas este não é o chamado de Deus. Neste esquema Deus vira um departamento da realização profissional, como se isto fosse tudo. Facilmente nos sentiremos devedores à Deus, pois desta maneira prática das disciplinas espirituais  não têm espaço e levam à frustração: não consigo orar, ler a bíblia, etc...

Quando você elege como vida uma ou outra área apenas, você irá se tornar deficitário, manco, isto será frustrante.

Quando você elege a vida, para ser sua vida, a tendência é existir equilíbrio, e os equilibrados são considerados os felizes e realizados.

Quando você entende esta vocação celestial o trabalho na igreja, deixa de ser uma obrigação mas uma ferramenta importante de formação e transformação da humanização. É um trabalho humanizador, conscientizador, de respeito humano.

Na igreja todos são iguais, trabalham e não recebem recompensa como no mercado, é algo entre você e Deus para o bem comum.

Podemos comparar por exemplo com o namoro ou família, pois nenhum deles resiste, ou se sustenta sendo um adendo da área profissional, ou mesmo ministerial.

Dentro da chamada - a vocação celestial temos: as diversas profissões e os ministérios.

Para a concretização da vocação celestial, Deus distribui os dons como um cuidado com o ser humano integralmente: espírito alma e corpo.
O cardiologista tem um ministério com o coração, o dentista com os dentes, os psicólogos com a mente, o pastor com o espírito.
É assim que podemos entender e perceber o quanto todos carecemos da graça de Deus, para desempenhar aquilo pelo qual nos dedicamos, pois Deus quer cuidar do ser humano por inteiro, e levanta os diferentes profissionais a fim de que canalizem suas forças e energias para o outro. Tudo é obra de Deus, façamos pois.

A igreja é essencial para todos e tem uma diferença: nela todos perdem o título, e todos devem concretizá-la.



Eliel Batista