Que bom que você veio!

Obrigado pela visita, deixe uma mensagem de sua passagem por aqui.

24.12.09

Natal - amor é simples assim


O Natal é uma data extremamente significativa no calendário cristão.
Apesar da incerteza do dia específico, temos por certo que o grande evento anunciado pela voz do anjo comunicou uma profunda e amorosa mensagem de Deus.
Disse o anjo:
Estou lhes trazendo novas de grande alegria. Hoje na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Isto lhes será de sinal: encontrarão o bebê envolto em panos deitado numa manjedoura”.

A biografia de Jesus diz que seu primeiro sinal milagroso foi um ato:
Ele transformou água em vinho.
Mas o primeiro sinal da plenitude divina, da revelação da exata expressão de Deus tal qual jamais ouvida ou vista, foi simples. Os anjos cantando anunciaram afeto, ternura e humildade.
Este grande sinal não foi a visão de um super homem ou de um príncipe em vestes reais, mas um frágil e singelo bebê.
Nada de vestes sacerdotais pomposas, mas envolto em panos.
Sem trono, sem berço de ouro ou mesmo um quarto resplandecente.
Apenas um porão de hospedaria destinado aos animais dos viajantes.
Foi assim que Deus se apresentou ao mundo: um recém-nascido deitado num cocho.

Nos espantamos com um sinal deste tipo!

Alguém ousaria sinalizar-se como Filho de Deus desta maneira?


Seria este o brazão de uma divindade poderosa?


Percebemos perplexos ser este um sinal carregado de significados jamais pensados.
Evidências de que os frágeis são bem vindos, os simples pertencem ao Reino, os desprotegidos tiram canções dos anjos.

Que maneira estranha de uma divindade entrar e sair do próprio mundo que criou!
Entra e sai, despojado de poderes.

Que tipo de Deus seria este que não faz conta de grandeza?

Este sinal revela que a saga humana se enche de significado e deixa de estar perdida ou abandonada, pois o seu próprio Criador se apresentou carente de calor humano.
Se fosse um super homem, ou um rei sentado em um grandioso trono o sinal convidaria a humanidade a ter medo, mas como bebê temos um convite para amar, sorrir afetuosamente e abraçar com carinho.

Foi assim que Simeão, homem justo e piedoso movido pelo Espírito Santo, tomou o recém-nascido em seus braços e disse:
Os meus olhos viram a tua salvação que preparaste à vista de todos os povos”.
Só mesmo alguém com uma percepção aguçada do reino, movido pelo próprio espírito de Deus e cheio de esperança poderia dizer isto ao olhar uma criança.

O primeiro Natal encarnou uma mensagem que Jesus só ensinaria mais tarde aos seus discípulos. Diria Ele com a voz de esperança e carinho: “sejam simples como pombas”, no mesmo momento em que os destinava para uma missão de ovelhas em meio aos lobos.
O próprio Jesus entrou na história humana vivendo esta perigosa experiência. Sob a perseguição romana e no perigo da espada do Imperador, o frágil bebê, tal qual uma ovelha, foi cercado por ódio voraz, como de lobos.

Um berço de palha proclama a todos, que a força não está no poder, mas no amor, nos afetos, nos relacionamentos.
Um bebê numa manjedoura nos convida a nos abaixarmos não por medo, mas por amor. Nos chama ao despojamento não para evitar conflito, mas para demonstrar carinho.

Este sinal num canto qualquer da Palestina, nos ensina que podemos nos sentir à vontade com Deus, sem constrangimentos desfrutar da natural e ingênua liberdade de sermos criaturas de um Deus bom.

Jesus quando se despediu da humanidade disse que a vinda do Espírito Santo os encheria de virtude. Uma coisa é certa, cada virtude só é ela mesma se livre da preocupação de parecer, e mesmo da preocupação de ser. Isto a manjedoura também anuncia.

Gosto da sabedoria do poeta quando diz: “Vamos aqui e ali, à procura de uma alegria por toda a parte em migalhas, e o saltitar do pardal é nossa possibilidade de saborear Deus espalhado no chão.”

Tudo é simples para Deus; tudo é divino para os simples.

Que proclamação extraordinária encontramos na voz angelical. O evangelho puro, dito dos céus aos homens, encarnado em Jesus de Nazaré, traz o que significa o céu para a Terra.
De fato, "glória a Deus nas maiores alturas e paz aos homens a quem ele quer bem".

Eliel Batista