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18.9.08

Carta Confessional De Um Pastor


A religião me matou, mas avisa os meus irmãos que ressuscitei.

Descobri que a própria religião, estabelecida para produzir vida, na verdade produziu morte. (Paráfrase de Rm 7:10)

Sei que esta carta ficou longa e nem todos se dedicarão a lê-la. Penso que aqueles que melhor me conhecem, arriscarão matar a curiosidade ou de fato me honrarem.
Caso você não tenha paciência com longos textos, mas mesmo assim insista, agradeço. Sentirei-me honrado e espero alcançar o objetivo de demonstrar o conflito entre os processos de morte produzidos pela religião e a vida dada por Cristo. Tentarei facilitar a leitura dando uma dinâmica que torne-a leve. Em dez acontecimentos narrarei cinco de uma religião que mata e cinco de Cristo que ressuscita os mortos.

Hoje completo mais um ano de existência neste mundão de meu Deus.
Evidentemente em função do número de anos, penso sobre minha história de vida e desta vez dedico este pensar à fé.
Não tenho uma memória privilegiada de conseguir traçar toda uma linha histórica, mas daquilo que me lembro, tenho sinais suficientes para responder porque apesar de ter sido assassinado em minha infância pela religião, insisto na fé cristã.

Dizem os especialistas que toda a estruturação de um ser está em sua infância. Depois disto, são adaptações, avaliações e reconduções.
Em minha vivência, cada qual tem a sua, não posso testemunhar que o ambiente religioso tenha produzido vida ou me conduzido a uma experiência libertadora com Cristo.

Primeiro Quadro na religião:

A chamada Santa Ceia, se realizava em um ambiente privado e de acesso restrito aos membros adultos, mediante a apresentação do cartão de membresia rigorosamente em dia. Minha curiosidade infantil aguçava-se pela aura do mistério. Principalmente porque todas as crianças iam do portão direto para uma sala qualquer. Com os pensamentos no mundo da lua, tentava adivinhar o super segredo da fé, proibido para crianças. Ouvir dizer que naquela hora se daria a íntima comunhão com Cristo e não poder participar me matava. Na sala com as crianças minhas fantasias eram interrompidas gradativamente pelo especial e imprescindível ensino dos nove dons espirituais dados por uma monótona moça. Pela parede podia ouvir mesmo que abafado, o som de alegria dos adultos em encontrarem-se secretamente com aquele que aprendi a cantar: “Jesus ama as criancinhas do Brasil e do Japão..Jesus as ama como são ”.
Mas o grande dia revelador chegara. As portas principais do templo se abririam a todo o público. Minha alegria transbordante em finalmente desvendar o misterioso encontro com Jesus, murchou como um balão de festas na hora do parabéns. Não havia absolutamente nada de extraordinário ou empolgante na reunião secreta. Um ambiente recalcado e intransigente em que após algumas pessoas exporem fraquezas íntimas, recebiam a chancela de perdoados e aptos à comunhão, podendo junto com os demais beberem suco de uva num único copo. – Argh!

Segundo Quadro:

Uma de minhas tias sofria pesarosamente de epilepsia. Vez por outra convulsionava na hora dos cultos, deixando notório o constrangimento e vergonha dos familiares. Sempre os adultos procuravam me impedir de ver o momento de seus ataques epilépticos. Mas a incansável curiosidade me possibilitou furar o cerco e num breve instante assisti a uma cena que seria perturbadora. Ninguém jamais me esclareceu de que se tratava. Como o desconhecido muitas vezes assombra, apossou violentamente de meu coração dúvidas não esclarecidas e um “grande medo”.
Mas um dia uma devota senhora muito me auxiliou, ao tocar no cerne de minha mais temerosa gaveta de alma. Permita-me contar-lhe.
Surgiu não sabia de onde, um adolescente no momento do culto. Ele saltava como jamais se vira, espumava pela boca e soltava grunhidos assustadores. Possuido de uma força descomunal quatro adultos não o seguravam. Finalmente dominado pela força bruta de oito homens, foi retirado do templo para uma sala ao lado. Minha mente tentando encontrar respostas, rapidamente conectou-se com a cena que vira de minha tia, mas não conseguira dar sentido aos fatos. Com os olhos estatelados e o coração disparado ao ouvir a palavra demônio, o regurgitar do medo contido dirigiu-me em busca de alguma resposta, a uma senhora que me transmitiu segurança. Ainda sei dizer o tamanho daquele dedo enorme em direção ao meu nariz, contribuindo com a mais tétrica coroa de meu sepulcro:
- “Está vendo? É isto que acontece com crianças que aprontam e não se comportam nos cultos.”
Que vida-morte a partir de então! Anos mais tarde, por volta dos meus doze anos, uma vizinha procurou minha mãe e solicitou-lhe que me levasse ao médico, pois para ela, o caso não se tratava de uma criança normal. Por que ela constatou isto? Talvez porque eu não brincasse com bola, não ia para piscina, não subia em árvores, não empinava pipas, não fazia travessuras, mas tinha uma leitura maravilhosa. Enfim, ela percebera que a criança que conhecia tão bem a Bíblia estava morta.

Terceiro Quadro:

Depois disto, pareceu-me coerente o tal do irmão que ficava na porta do templo para recepcionar a todos, me dar a impressão de ser um antropófago infantil. Cenho franzido, palavras embrutecidas e o terno com gravata compunham o currículo do bedel da igreja que fiscalizava até mesmo as vestimentas das irmãs. Meu irmão chegou a dizer que entregaria minha mãe ao pastor, por cortar a franja do meu cabelo de indiozinho. Hoje provoca risos, mas naquela época...

Quarto Quadro:

Por outro lado, algo jamais se transformou em humor.
Assisti por algumas vezes, meu pai em um templo repleto de pessoas, pedir perdão por alguma coisa que eu desconhecia. Cabisbaixo, num silêncio constrangedor para os murmúrios de minha mãe, ouvia ecoar as vozes dos guardiões da reta doutrina, que proibiam a todos que efetivassem o dito perdão. Depois de palavras ásperas em tom ofensivo e de total ausência de afeto, causava-me estranheza na seqüência o discurso sobre o grande amor perdoador de Deus e a graça salvadora. Era o preâmbulo da ceia. Novamente voltávamos para casa sob olhares de repulsa e reprovação, como se todos tivéssemos cometido o ato mais deplorável, em acompanhar meu pai ou pertencermos à sua família.

Quinto Quadro:

No dia do meu batismo, uma verdadeira festa para todos. Ansioso corri para a igreja para uma entrevista com o pastor. Deveria falar sobre a minha experiência com Cristo. Pensei em minha história, não encontrei fatos importantes, mas o intenso desejo de reviver e acreditando que o ato batismal anunciava a nova vida, ensaiei os jargões que me recomendariam ao batismo. Ofegante me sentei à frente da mais alta autoridade espiritual na terra, o pastor. Parece-me possível ainda ouvir suas palavras e até o tom de sua voz, que jamais me permitiram falar qualquer coisa:
- “Você está de camiseta. Será batizado, mas não poderá mais usá-la aqui na igreja. Entre naquela sala e se troque”.

Apesar de falar bem de Jesus, o ambiente religioso não me apresentou a ele. Ali minha infância morreu. O que consegui captar em minha vivência com o ambiente religioso somente matara. Matou a criança, a alegria, a liberdade, a comunhão e a possibilidade de conhecer Jesus. Enfim, experimentei que ser eu mesmo era proibido.
Mas como o evangelho não termina na morte, e de fato Jesus ama as criancinhas, posso testemunhar que do lado de fora, sem nenhuma pretensão religiosa eu revivi.

Primeira Cena da Vida:

Diante das dificuldades que a família enfrentou de repulsa e reprovação da igreja, também de falta de alimento, outra vez de uma cama para dormirmos e até mesmo de uma simples pedra de sabão para lavar roupas, a primeira frase das orações em casa me impressionavam. Minha mãe dizia:
- “Jesus eu te louvo, não tenho coragem de pedir-te qualquer coisa, mas tu conheces o meu coração...”.
E a profunda convicção impulsionava meu pai a iniciar as orações assim:
- “Bendito Deus e Eterno Pai, nesta hora de dor...
Nunca ouvi uma murmuração. Nunca ouvi palavras que ofendessem nem mesmo os ofensores e jamais os vi desconfiarem do amor de Deus.

Segunda Cena:

Pude ver por entre as frestas de um matuto, de palavras mal pronunciadas e poucos gestos de carinho, a ternura de Jesus. O semblante de poucos sorrisos de meu pai, ao falar sobre o amor de Deus ou a graça salvadora, se transformava num afeto resplandecente. Todas as vezes, sem exceção sua voz embargava, seus olhos marejavam e manifestava uma afeição calorosa.
Sua paixão por Jesus o levava a demonstrar ternura onde pouco se perceberia. O vi atender um cliente em seu comércio e depois de alguns minutos num canto de conversa, levá-lo para um lugar privativo nos fundos e ao chegar ali, assisti uma linda cena de amor e ternura. Um homem desconhecido de joelhos chorando e meu pai o acolhendo em orações e lágrimas.

Terceira Cena:

Depois de anos da nossa família marginalizada pelo ambiente religioso, sob suspeitas de algum pecado que parecia contagioso, assisti o pastor-juiz que dera o veredicto de proscrito do sagrado ao meu pai, solicitar a presença de todos os filhos. Numa cena inesquecível na sala de nossa casa, um homenzarrão aos prantos se ajoelhara diante do meu pequeno pai. Beijou-lhe as mãos e aos seus pés pediu-nos perdão pela injusta condenação e perseguição cometida. Apontou para meu pai, voltou-se para mim e disse:
- “Filho este homem é digno, vocês têm um pai que merece ser honrado e muito amado”.

Preciso continuar contando que conheci Jesus.

Quarta Cena:

Durante anos em todas as madrugadas ouvia minha mãe chorando, por um filho que não nascera de seu útero. Como a dor de quem perdera um pedaço do coração, ela pronunciava palavras e gemidos que me causavam a impressão de morte:
- “Jesus eu te louvo, mas isto parte o meu coração, tem misericórdia de mim”.
O que tanto lhe doía era o tipo de vida que escolhera meu meio-irmão, mas para ela um pleno filho. Diante da escolha de meu irmão por uma vida toda atrapalhada e destrutiva, aprendi que tamanha dor sofrida por uma mãe, só poderia ser fruto de um grande amor. Alguém amado desta maneira, deveria se perceber muito privilegiado. Sei que por mim lágrimas também se derramaram, não tantas pois não precisou. Reconheceria um coração que ama sem precisar vê-lo sofrer para constatar.

Quinta Cena:

Constantemente minha mãe lia a Bíblia e falava com Jesus que me espantava. Vez por outra a ouvia dizer:
- “Jesus maravilhoso olha isto!! Sempre li a tua palavra, mas isto aqui parece que eu nunca tinha visto. Como a tua palavra é viva!
Conheci fora dos ambientes religiosos, um Jesus que pacificava as brigas entre os irmãos, amava intensamente cuidando, chorando e nos ensinando as palavras eternas. Nunca conheci alguém com tal capacidade de servir e sempre cantarolando.

Eu tenho muitas histórias para contar, mas quero apenas relatar o meu encontro com a vida de Jesus. De fato não se deu em ambientes religiosos, estes por si só não me apresentaram-no, apenas falaram bem dele. E nem poderia ter conhecido Jesus em um ambiente religioso, porque no meu caso, ele se revelou bem diferente do Jesus da religião.
Tenho certeza que conheci Jesus. Ele usou saia, cantou o dia inteiro, me chamou de filho. Chorou minhas lágrimas, sentiu minhas dores. Ele se apresentou a mim desde que abri os olhos pela primeira vez e se chama Jandira.

Talvez alguém ao ler isto considere que estou cometendo um grande pecado, porém eu só tenho Jesus Cristo, o Filho de Deus como o meu Senhor e Salvador, porque pude vê-lo em minha mãe. Para alívio dos mais ortodoxos, eu sei que minha mãe não é Jesus, mas também sei que na minha vida Jesus não seria, sem minha mãe.

Por que depois de ter sido assassinado traumaticamente no ambiente religioso, não só o frequento como sou pastor?
Porque depois de ter conhecido Jesus em casa, encontrei um lugar de misericórdia, que me ajudou a desvencilhar das cascas religiosas, a lidar com os conflitos e a identificar quem é o Cristo. Hoje consigo identificar Jesus de longe.
Corri um sério risco de depois de conhecer Jesus tão de perto, submeter-me à insanidade religiosa, e apagar o Cristo vivo da minha história e encobri-lo dos olhos das pessoas com discursos piedosos ou mesmo me afastar definitivamente dele, por causa dos religiosos.
Hoje adulto, a Betesda me ajudou a reconhecer quem é o Cristo, a servi-lo livremente e tentar com todo o meu ser, também ser um Jesus para alguém, para além da religião.

Obrigado mãe por Jesus. Obrigado Ricardo pela cura. Ao meu falecido pai, já lhe fiz as honras.
Posso afirmar como o poeta: “Sou de Jesus, herdeiro de Deus”.

“Eu desejo oh Deus, em Jesus habitar,
pois minha alma suspira por ti.
De valor em valor e na fé aumentar,
para que vejam Cristo em mim”.


Obrigado a você que gastou seu tempo lendo-me. Este para mim é um belo presente de aniversário.

Eliel Batista

9.9.08

Leia a Bíblia! Mas como??


Cresci com uma música que dizia: “leia a bíblia e faça oração se quiser crescer”.
Acontece que quando me ensinaram a ler a Bíblia, também me disseram que eu deveria ler repetindo os conceitos antigos por mais antiquados que parecessem. Assim, se existisse algum texto que não combinasse com o conhecimento atual, deveria ficar com os conceitos antigos e ignorar as discrepâncias entre o saber e o texto.
Chegaram a me afirmar o saber “moderno mundano”, como uma armadilha do inimigo para desviar da fé. Lembro-me que o medo de perder a fé era tão grande, que não havia o incentivo para os estudos. Ouso afirmar que os estudiosos acusados de incrédulos, necessariamente não se desviaram de Deus, mas afastaram-se do antiquário religioso, pois perceberam as incoerências de uma teologia hermética.

No máximo, ao estudante da Bíblia seria permitido afirmar que o que estava escrito, não se tratava daquilo que estava escrito, mas de uma aparente contradição.
Por mais louco que pareça, fórmulas extraordinárias explicavam que apesar do autor registrar alguma coisa, não deveria se ler o que ele escreveu, mas sim o que a tradição mandava ler.
Assim, todas as vezes que encontrava na Bíblia que Deus se arrependeu, jamais deveria afirmar que ele voltara.
Não sei explicar direito isto, mas sei que, se a Bíblia é a palavra de Deus e uma pessoa não religiosa a lê pela primeira vez, logo em suas primeiras páginas terá certeza de que Deus mudou.
Mas como o dogmatismo religioso não permite fazer esta afirmação, pois tudo o que discorda dele é marginalizado à heresia, me pergunto se quem fala a verdade é a interpretação ou a Bíblia?
Se temos a Bíblia como palavra de Deus inspirada, somente uma que tenha comentários, comunica a voz de Deus?
A verdade é a Bíblia como está escrita ou as notas de rodapé?

Não me permito desconsiderar a ciência da interpretação Bíblica. Sei do valor da tradição, da teologia histórica, mas quero aprender a ler a Bíblia.
Pelas minhas retóricas dá para perceber, que meu jeito de ler foi profundamente transformado.
Não consigo olhar para o texto e ver sempre as mesmas coisas que a religião manda ver e nem tampouco me iludir com as incoerências entre o que leio e o que creio. Entre saber e texto.
Em diversos lugares da Bíblia me incomodava ver que estava escrito algo, porém conflitando com os conceitos herdados, não deveria considerar o que o texto dizia, mas tentar encontrar alguma coisa que possibilitasse mexer no texto e justificar o desatino.

Por exemplo em Jeremias 14:22 tem uma pergunta com uma resposta do profeta:
- “Podem os céus, por si mesmos, produzir chuvas copiosas? Somente tu o podes, SENHOR, nosso Deus!”.

O que um meteorologista diria deste texto?
Que a Bíblia se engana, que o profeta mentiu ou ignorava leis da natureza ou que os crentes são ignorantes em acreditar em um livro assim?

Para validar a fé dentro dos conceitos antigos, tal qual um bom número de crentes, ao ler este texto eu precisaria ignorar o conhecimento científico e negar eventos naturais. Necessitaria continuar afirmando como um primitivo homem das cavernas, que as chuvas são produzidas e manipuladas pelas divindades.

Nesta compreensão, para fazer Deus favorável, minhas orações me tornaria em um índio batendo seus tambores na dança da chuva, reduzindo Deus em uma divindade como Tupã. Se necessitasse de uma intervenção heróica, ao orar me tornaria um guerreiro primitivo nórdico, tornando Deus semelhante ao Thor.

Quantas horas gastas em orações para alterar a natureza!
Como se não bastasse, todo o prejuízo causado ao planeta pela manipulação do meio-ambiente para o bem individual, ainda estaria considerando a possibilidade de Deus ajudar. Como um fanático beato insistiria com Deus para fazer sol em minhas praias e festas, chover nas minhas hortas e lançar tempestades contra meus desafetos.
De qualquer maneira Thomas Alva Edson, Evangelista Torricelli, Daniel Gabriel Fahrenheit, Galileu Galilei, Santorio de Santorio e outros, nos levaram a constatar que não há divindades manipulando as chuvas, mas estas ocorrem naturalmente e dentro de uma determinada lógica, por isso previsíveis, manipuláveis e atingem indistintamente a todos.

Talvez, você que lê este texto esteja se retorcendo, trazendo em sua mente diversas experiências com chuvas ou quem sabe, textos bíblicos para comprovar que estou errado. Não o julgo, pois é exatamente este o grande problema. Repetir sem refletir.

Lembra-se de quando a AIDS chegou ao patamar de epidemia, diversos crentes com a Bíblia em mão, aberta em Romanos 1 diziam ser castigo divino?
Hoje, com o vírus codificado, suas múltiplas ações catalogadas, ninguém precisa ir a uma igreja evangélica e nem ter fé para interromper com o castigo divino, basta tomar um coquetel famacológico e todo o efeito drástico do castigo é revertido. Dentro de pouco tempo, com a vacina em mãos, o que dizer dos profetas de Romanos 1?
Quantas pestes acometeram a população na história e pregadores relegando ao castigo divino através de textos Bíblicos adaptados, e hoje este “castigo” radicalmente eliminado por uma vacina?
Estaria Deus ficando sem saída diante do conhecimento humano?
Ou o seu poder ameaçado pela tecnologia?

Não quero mais ler a Bíblia obrigando-a a falar, mas quero que ela comunique o que deseja transmitir. Não quero apenas ler um texto, desejo ardentemente ouvir uma voz. Porque a Bíblia, além de um livro para ser lido, é uma mensagem a ser ouvida.

Sugiro que compreendamos a Bíblia como a Palavra de Deus, escrita em linguagem humana. Uma peça literária extraordinária, que lida dentro de seu próprio contexto e compreendido o nível de conhecimento e cultura de seus escritores, nos dará a voz de Deus clara e audível para hoje. A Bíblia não contraria o saber, mas este aplicado à leitura possibilita ouvir a mensagem mais maravilhosa do universo!

O que dizer do profeta?
Um homem cheio de fé que entregou inteiramente sua vida a Deus e com o pouco que seu meio possibilitava saber sobre o mundo, transcendeu em muito o seu próprio mundo ao reconhecer que há um só Deus e Senhor, Criador de céus e terra.

Eliel Batista