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27.8.08

MENSAGEM DA CRUZ PARA A GERAÇÃO “GREENPEACE”.


A Palavra de Deus permanece para sempre, não por ser fixista. Ela possui uma propriedade peculiar de renovar-se a cada dia, comunicando sempre com a mesma intensidade a sua mensagem, através de percepções adequadas para cada época.
Em diferentes períodos da história, a compreensão teológica apresentou um modelo que respondeu ao contexto de sua geração.

Na época da ascensão da classe burguesa outrora excluída do papacesarismo - ingerência da igreja no estado, a teologia tipificou Deus como o Soberano que governa por decretos eternos e fixa todas as coisas.
Uma boa analogia, mas a meu ver própria apenas para seu tempo.

Vivemos um tempo de exigências revolucionárias.
Preocupações socio-ambientais, de defesa da vida, de sustentabilidade e contra toda forma de discriminação.
Os diversos modelos teológicos do cristianismo, encontram dificuldade em comunicar a fé para a atual geração. Requer-se a busca de novos.

Por exemplo, o modelo da mensagem da cruz.
A ênfase em um sacrifício inocente como exigência divina para salvar, seria o modelo com mais propriedades para comunicar a fé cristã, para esta geração “greenpeace”?

Usando de franqueza, percebemos que existe um certo conflito entre a mensagem que proclamamos e as pessoas que a ouvem.
A busca por mudanças na fundamental mensagem cristã, suscita diversas perguntas. Entre tantas, se a mudança de modelo não configuraria a negociação do valor da mensagem a fim de “coçar” os ouvidos do público. Semelhante a esta, a idéia de que o evangelho tem que confrontar os pecadores e não acomodá-los.

Para responder às diversas perguntas, necessitamos saber se existe a possibilidade de mudar um paradigma teológico para outro, e continuar comunicando Deus plenamente à esta nova geração, sem comprometer a fé bíblica que tanto defendemos.
Acredito que sim, pois o próprio Senhor Jesus fez isto.
Até mesmo sua tradicional fórmula: - ‘Está escrito, eu porém vos digo”, demonstrava uma radical mudança.

Mais importante de tudo é saber que o evangelho, é uma boa notícia justamente para os que estão perecendo, por isso precisa ser comunicado com clareza e carregado de compaixão.
Paulo, entendendo que a mensagem da cruz é loucura para os que perecem, não procurava anunciá-la com palavras, por mais sábias que fossem, pois contrariaria seu objetivo.
Ao se referir a cruz ele se ocupava em demonstrá-la em si mesmo.

– “Vivo crucificado...”, dizia ele.

Em se tratando da pregação, ele ensinava que sem ressurreição ela seria inútil

Quando a Bíblia diz que Jesus morreu pelos nossos pecados, podemos interpretar a morte da cruz como uma manifestação da maldade humana e não como uma exigência ou satisfação divina.
O Pai Bondoso não se transformaria em um carrasco do Filho ou alguém que encomendaria aos homens que o assassinassem, muito menos por causa do pecado.
Alguma coisa levaria Deus a castigar ou matar um inocente, ainda mais em se tratando do Filho amado?

Seu amor permitiria ou o pecado o tentaria?

Podemos ver na cruz, a denúncia de que justos sofrem e inocentes são perseguidos por causa do mau uso da liberdade humana e não por causa do castigo divino.
A liberdade humana pode condenar Jesus e soltar Barrabás.
O pecado e não Deus assassinou o Senhor da Glória.
A resposta de Deus para esta tão cruel maldade, foi a ressurreição.

O evangelho anuncia que a exaltação de Cristo atrai a todos e quem a ele vai tem vida.
O ápice da exaltação é a ressurreição. A morte de cruz é o extremo da vergonha e humilhação.
Se a boa nova chama as pessoas e a elas leva a vida, somente a ressurreição cumpre este papel. Ela que proclamará a esta geração anti-morte e que luta pelo bem, que Jesus é o caminho, a verdade e a vida.

A resposta de Deus a um mundo que mata, se encaminha para o colapso, que sofre por causa do mal, que se defronta com a destruição iminente foi a ressurreição.
A resposta do mundo ao Deus que ama e quer o bem foi o assassinato na cruz.
Deus ao ver o quadro da cruz poderia cobrar com justiça, mas a incontemplável crueldade daquele sangue derramado, suscitou nele um amor que fez daquele sangue uma aliança de perdão: “Não haverá mais morte”.
Para esperança da fé, ele transformou um fato humano - o funeral, em um ato divino - a celebração da vida com pão e vinho.
A cruz, ininteligível a quem perece, denuncia horror da morte e a ressurreição anuncia a graça. Ele nos deu vida com Cristo.
Levemos vida ao mundo perdido, a melhor e mais bela resposta para as mortes.

A todo aquele que derramar sangue, tanto homem como animal, pedirei contas; a cada um pedirei contas da vida do seu próximo – Gn 9:5

"Portanto, que todo o Israel fique certo disto: Este Jesus, a quem vocês crucificaram, Deus o fez Senhor e Cristo". At 2:36;

Eliel Batista