Que bom que você veio!

Obrigado pela visita, deixe uma mensagem de sua passagem por aqui.

21.6.13

AS RAPOSAS TÊM COVIS...



Raposas têm covis, se escondem, se protegem, se garantem, mas o Filho do Homem, disse Jesus, o humano não tem um lugar assim.

Não ter covil significa não procurar um lugar de conforto e comodismo imobilizador e de nenhuma transformação da realidade. Correr os riscos pelo de fato de estar de olhos bem abertos e denunciar tudo o que é contra a vida.

Enquanto vejo jovens e adolescentes empunhando cartazes para que o Brasil mude sua estrutura política, econômico-financeira e social, vejo líderes religiosos convocando suas igrejas para manifestarem-se simplesmente fechando os olhos, em outras palavras orando. Que isto sim seria o verdadeiro manifesto. Fecharem-se dentro de seus templos (mais uma vez) e clamarem a Deus que segundo eles, é o único que pode resolver. Clamar a Deus e não aos “homens”, alegam eles.

Há lugar para oração, mas jamais a oração deve ser um ato que fecha os olhos para a realidade. A oração deve nos engajar na realidade da vida.

Volto meu olhar para apenas o período de minha idade. Apenas os últimos cinquenta anos.
Em 64 veio a ditadura militar.

Enquanto os filhos dessa nação apanhavam, eram torturados e mortos, líderes convocaram suas igrejas para fechar os seus olhos e orarem pela nação, invocando Crônicas 7.
Enquanto a igreja mantinha seus olhos fechados muitos desses líderes, tal qual uma raposa de mansinho se aproximaram da ditadura envergando a bandeira bíblica de que “toda autoridade é constituída por Deus.” Só pediram para os fiéis abrirem os olhos para que vissem eles se banqueteando na mesa do poder como prova de resposta da oração. Enquanto isso os fiéis continuavam com o mesmo pão e água de sempre, domesticados pelo autoritarismo.

Com o fim do AI-5 e a queda do militarismo, morrendo de medo, novamente parte expressiva da liderança evangélica correu para mais uma vez fechar os olhos do povo para orar e não ouvir o clamor de seus jovens, a dor de seu povo enquanto preparavam mais um lugar confortável para repousarem, pois associados à ditadura, com o fim da mesma, temiam por seus destinos. Olhos dos fiéis novamente abertos somente para que as ovelhas vissem seus pastores abocanhando a oportunidade dada pelo Collor a quem apoiaram. Aliás, quem não apoiasse era tido como “contra Deus”. Ser pró PT era ter aliança com o diabo.

O PT reverteu o jogo político e preparou um lugar “confortável” E agora?
Mais uma vez, esses líderes pediram para a igreja fechar os olhos e orar, clamar até que a resposta viesse. 
Adivinha qual foi a “resposta” divina? 
O sucesso deles como prova de que a “igreja” estava sendo beneficiada. 
Só se para eles igreja for o caixa que administram, porque se for as pessoas que a ela pertencem, essa continuou na mesma, levantando cedo e dormindo tarde para ganhar o pão suado e enfrentando filas de madrugada para marcar uma consulta médica.

Costuraram acordos para se locupletarem e deixar o covil cada vez mais confortável.

A Frente Parlamentar Evangélica, formada no mesmo ano da eleição do Lula, tomou conta do noticiário nacional no seu primeiro mandato, ao ter quase metade de seus componentes envolvidos no desvio de verba parlamentar.

Enquanto a igreja fecha os olhos para orar, deve-se perguntar sobre o que de concreto pelo bem de nossos jovens, pelo bem da saúde e educação do povo a Bancada Evangélica com cerca de 80 deputados e 4 senadores fazem?

Arrumam confusão pois praticamente todos têm algum processo correndo contra eles. Como todo réu político nesse país, alegam inocência escondendo-se atrás da falácia de se tratar de um perseguição política ou religiosa.

Apesar de desfrutarem de excelentes benesses parlamentares nenhum deles se manifestou contra as excessivas verbas parlamentares, empunhou uma bandeira da saúde ou educação, simplesmente pedem que a igreja feche os olhos e orem e certamente continue trazendo todos os dízimos para que Deus repreenda o devorador do pouco que ganham e não deixem de comprar as bugigangas gospel para ser abençoada.

Quando jovens e adolescentes saem às ruas para lutarem contra a injustiça e os desmandos desse país e contra as falcatruas políticas que inclui esses evangélicos, novamente querem que o povo entre em seus templos e fechem os olhos? Não querem que o povo abra os olhos e vejam a realidade? Justiça não se faz com oração, se faz com postura, com ação.

Jesus nunca trabalhou para montar um covil e muito menos às custas da inocência do povo que ele amava. Quando Jesus orava era para ter forças para enfrentar os hipócritas farisaicos que se oporiam a ele na sua luta contra o banditismo em nome de Deus que extorquia os pobres.

Sabe o que esses políticos evangélicos fizeram de relevante?

Apoderaram-se de coisas que não lhes pertencem. Defendem temas que lhes dão notoriedade e garantem seus covis sempre abastecidos.

Se tornaram conhecidos não pela seriedade com que tratam a vida humana, o respeito pelo bem e a defesa da justiça. São conhecidos pelos seus aviões, templos suntuosos, absurdas fortunas pessoais. Também são conhecidos por escândalos financeiros, morais e éticos. São confundidos com empresários e não com Cristo.

Há alguns que querem ser o pai das manifestações para continuar garantindo o seu quinhão, mas falácia o povo não engole mais, #oGIGANTEacordou.


Eliel Batista

5.6.13

Cá entre nós, sabemos nos amar!




Quero celebrar este e muitos outros anos ao lado de meu grande amor, Gisleine.
Completo 26 anos de casado com uma mulher admirável!
Admirada não só por mim, mas pela família e amigos.


Suas qualidades me ajudaram a amadurecer, a compreender a vida com mais sensibilidade, a entender que o cuidado e o carinho é o melhor trilho para uma comunicação eficaz.
Meus melhores anos foram e estão sendo ao lado dela.
Pelo andar da carruagem, os próximos serão os mais brilhantes e aconchegantes.

Sua capacidade de compreender e se solidarizar me constrangem. Sua força e tenacidade me humilham, não em um sentido negativo, mas como um desafio que se coloca diante de mim, tal qual um espelho onde encaro que há espaço para crescer e aprender.

Nos conhecemos há 34 anos, começamos a namorar há 29. Tempo suficiente para saber que, apesar da pouca idade na época, tomei a decisão mais acertada de minha vida.
Não nos completamos simplesmente, nos amalgamamos.
Penso que respondemos "sim, porque não!" a pergunta do poeta: “por que é que não se junta tudo numa coisa só?”. Aprendemos sobre parceria, cumplicidade e responsabilidade para com a vida. 
Há quem chame isso apenas de casamento, eu chamo de amor vivo, duradouro.

Já choramos muito juntos, isolados, um pelo outro, um por causa do outro e penso que ela muito mais por minha causa do que eu por causa dela. Já rimos outro tanto juntos e um do outro. Sofremos, celebramos, cantamos, nos calamos e insistimos.
Sei que ela já rilhou os dentes, engoliu seco e seguiu em frente – fui salvo! E assim, nos salvamos, vivemos, aprendemos e nos amamos. 
Eu te amo mais e mais a cada dia que passa.
O tempo não tem corroído nosso amor; tem amadurecido.

Solfejo a canção, “Só nós dois é que sabemos”.

Só nós dois é que sabemos
Quanto nos queremos bem
Só nós dois é que sabemos
Só nós dois e mais ninguém
Só nós dois avaliamos
Este amor forte e profundo
Quando o amor acontece
Não pede licença ao mundo

Anda, abraça-me... beija-me
Encosta o teu peito ao meu
Esquece que vais na rua
Vem ser minha e eu serei teu
Que falem não nos interessa
O mundo não nos importa
O nosso mundo começa
Cá dentro da nossa porta

Só nós dois é compreendemos
O calor dos nossos beijos
Só nós dois é que sofremos
A tortura dos desejos
Vamos viver o presente
Tal qual a vida nos dá
O que reserva o futuro
Só deus sabe o que será

Anda, abraça-me... beija-me

Eliel Batista Salve 06/06/2013