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24.12.11

APENAS MAIS UM TEXTO SOBRE O FIM DE ANO

Quando o ano se finda, o clima de festa anima a vida e “adrenalinam” os dias que nos remetem a muitas reflexões.

Um "quê" de encantamento no encerramento do ano é ser uma das poucas coisas cujo fim se deseja ansiosamente e marcado por alegria. 
Um fim alegremente esperado?


Acredito que isto aconteça por duas questões. 
Uma, o fato de o final do ano ser antecipado pelo Natal que nos convida à celebração da amizade e lembranças de nossos relacionamentos e outra, a certeza garantida pelo ciclo do tempo, de que ao acabar um ano, estamos diante de um Novo Ano.


Esplêndido este encaixe no calendário de um fim antecipado por um começo que marca um recomeço. O Natal – começo que marca o recomeço, antecipa o fim de ano que comunica uma nova possibilidade.


Para a espiritualidade cristã que delineia uma conexão “real com a realidade” três elementos são essenciais.

, ESPERANÇA e AMOR.


Quando enfrentamos nossos dias lutamos pela sobrevivência, lidamos com vales escuros e nos deparamos com montanhas enormes e às vezes intransponíveis.
Esta dureza nos leva a almejar que seja apenas um ciclo, tal qual o dos anos, que termine e possibilite uma novidade. Mas antes disto, paramos no Natal para nos lembrar da companhia de Deus
.

Nisto se entranha o que de melhor faz a vida dinâmica e mobiliza-a em direção ao novo: a , a ESPERANÇA e o AMOR.


A é aquele elemento que não se impressiona com o tamanho da montanha, ela sempre nos leva a enfrentá-la. Por maior que seja a montanha, basta um pequeno grão de mostarda de fé para que aceitemos o desafio e a encaremos. A fé nos dispõe.


A ESPERANÇA é aquele elemento que, apesar da montanha impedir a visão, sabe que também há planícies e vale a pena lutar. A esperança nos leva a jamais desistirmos.


E o AMOR é aquele elemento que de fato faz a vida, pois ele nos leva a perceber que a vida não se constitui de remoções de montanhas, mas de relacionamentos. O amor não permite nos tornarmos técnicos em pavimentação, em aplainamento, mas sim afetuosos.

Sem o amor, hábeis em enfrentar montanhas, podemos nos tornar insensíveis, valorizarmos mais o sucesso que a fidelidade, mais as habilidades que os afetos.


Para a vida, portanto, precisamos destes elementos da espiritualidade cristã.


Manifestemos nossos dons, saibamos aplicá-los, desenvolvamos nossas habilidades, mas que tudo seja banhado no amor. 
Priorizemos nossas relações de maneira saudável. Construamos nossa vida a partir do mais profundo de nosso ser, é de lá que o amor brota.


Um novo ano se anuncia, tenhamos esperança de que assim como chegamos até aqui, iremos também até lá, que por mais imponente que ele seja aceitemos o desafio, pois viver vale a pena, desde que imerso naquilo que é mais profundo na vida, o amor.


O Natal nos chama para a lembrança de que Deus está conosco para sempre, o fim do ano de que as coisas velhas ficam para trás e, o novo ano de que temos uma nova oportunidade.


Celebre com graça, semeando paz e experimentando o amor, lembrando que a experiência do amor acontece na dádiva. Amar é doação.

Silencie sua alma para perceber o quanto de amor há na sua interioridade, pegue e despeje-o com intensidade para o outro. Some a isto fé e esperança e sua caminhada do novo ano será uma excelente viagem cuja vida brilhará acima dos heróis.

Eliel Batista

2.12.11

CREDO DA LIBERDADE

Não vou desistir da Igreja por causa dos religiosos que a deturpam, e fazem dela fonte de chacota e de lucro e de sacerdotes que vendem ilusões.
Mas também não quero pertencer a uma igreja que não comunica a verdade libertadora, não defende a vida e se contenta em impor dogmas, e valoriza mais a letra da lei do que a pessoa humana.

Quero lutar para que o respeito ao humano, o direito à liberdade e à justiça prevaleça. 
Por deslumbrar uma comunidade onde as pessoas não sejam obrigadas, mas desafiadas a viverem uma fé pertinente ao mundo que vivemos e não esteja presa a uma cultura que não nos pertence, pronuncio o esboço de um credo que acredito satisfazer pelo menos aos primeiros passos da fé cristã:

  •  Creio em Jesus de Nazaré como o Cristo Filho de Deus, Senhor e salvador de todos, expressão legítima de Deus e parâmetro de vida e fé.

  • Creio na Bíblia como livro sagrado porque revela Cristo, a Palavra Viva.

  • Creio em Deus como Criador ativo na história por meio do Espírito Santo que glorifica a Cristo, e por isso não-intervencionista.

  • Creio que as coisas que acontecem na criação, boas e ruins provém da liberdade e nela o homem tem a possibilidade de revelar Deus, agindo como Jesus.

  • Creio na salvação como uma dádiva divina que se concretiza na história pela resposta humana ao chamado de Deus para encarnar o reino.

  • Creio na oração não como um meio de convencer Deus aos nossos interesses, mas como os interesses de Deus são legítimos, verdadeiros e a máxima expressão de vida e amor, a oração nos converte a esta vontade.

  • Creio que o pecado é de responsabilidade pessoal. Pecamos e experimentamos o mal em virtude de sermos criaturas. Só Deus não peca.

  • Creio que a fé cristã nos desafia a lutarmos contra todo o tipo de morte e seus processos.

  • Creio que a boa teologia brota da vida e não da letra e se renova constantemente no pensar sobre Deus.

  • Creio que os milagres registrados na Bíblia não estão para provar que Deus tem poder, mas sim para sinalizar o Reino de Deus, demonstrar que Deus é contra o mal e nos desafiar à mesma postura divina.

  • Creio que a pregação do evangelho é um chamado para a Vida.

  • Creio na graça e no amor de Deus e que ele não faz acepção de pessoas e não tem um grupo seleto, mas é sobre todos e para todos de igual forma.

  • Creio que todos somos pecadores e chamados para experimentarmos a graça, através do único meio possível, na caminhada.

  • Creio que nem a oração, nem a fé são instrumentos de coação contra Deus.

  • Creio que Pai, Filho e Espírito Santo formam uma unidade perfeita em amor, sendo um só Deus, e, portanto, Jesus como mediador não está contra os interesses do Pai e, nem ele, nem o Espírito Santo intercedem por nós como se o Pai fosse resistente em nos abençoar.

  • Creio que não há uma distância entre Deus e a humanidade que precisa ser superada, mas que Ele é o Emanuel desde sempre.

  • Creio que o culto não é uma prestação de serviços a Deus e nem tampouco serve para conquistar o coração de Deus ou chamar sua atenção, mas é uma celebração de vida com Deus.

  • Creio que a fé cristã não é uma vantagem ganha, mas o privilégio de um compromisso sério, profundo e eterno com Deus.

  • Creio que Revelação só o é pela capacidade de ser renovável e contemplar o presente. Revelação congelada no tempo perdeu sua essência.

  • Creio que a piedade cristã legítima é aquela que se desenvolve com contentamento e não por sacrifícios e penitências.

Há muito mais coisas ainda para se colocar, mas aqui estão as primeiras linhas que me motivam a continuar na caminha cristã.

Se você concorda com meu credo sigamos na caminhada. Se não concorda e mais ainda, acredita que é um desvio da fé cristã, só peço que se comporte com dignidade e use de cordialidade. Não precisa agredir; apenas me ignore e eu entenderei o recado.

Quero seguir em paz com minha consciência e não se preocupe, não tenho nenhum receio em comparecer diante do tribunal de Cristo. A ele e à sua justiça me submeto.

Não serei prisioneiro de qualquer conceito que se imponha com apenas a possibilidade de repeti-lo e nunca questioná-lo. Sou livre e quero viver a liberdade para a qual Cristo me libertou.
Respeito você crer diferente, e peço o mesmo.

Diria o seguinte: 
Desligo-me da igreja congelada no tempo que apenas repete doutrinas.
Reafirmo meu compromisso com a Igreja, esta que procura Revelar Deus encarnando a verdade de Cristo; promovendo a vida.

Sou feliz pela minha comunidade da fé!
Eliel Batista