Que bom que você veio!

Obrigado pela visita, deixe uma mensagem de sua passagem por aqui.

26.9.07

O MAIS IMPORTANTE É AMAR OU CRER EM DEUS?


O surgimento da Reforma em um contexto cristão remove qualquer idéia, de uma mensagem centrada na convocação para se crer em Deus.
Por isso, a proclamação do evangelho enfatizou o abandono de uma crença doutrinária para a adoção de outra. Da salvação pelas obras, para a salvação pela graça. Quem cria na falsa doutrina deveria se arrepender, voltando-se para a verdadeira.
Uma mudança de doutrina e não de fé.

Somente com a proposta racionalista de um mundo sem Deus, surgiu a necessidade de mudar o foco da mensagem. Quem não cria em Deus deveria se arrepender e crer.
Uma mudança de fé e não de doutrina.

Para a preservação da fé, a idéia de um mundo sem Deus exigiu que a práxis se detivesse em comprovar a sua existência e exigir que se cresse nele e isto através da doutrina.
Uma exigência de fé na doutrina correta.

Esta reação protestante se deu basicamente através de duas vias. Uma chamada de espiritual, com grandes realizações e/ou demonstrações de poder. Outra racional com a busca de explicações da lógica científica.

Como resultado, entraram em foco na proclamação evangélica, o esvaziamento do amor e o enobrecimento do poder e razão.
Com isto a essência cristã sofreu um duro golpe. O amor de Deus perdeu sua relevância.
A missão priorizou levar as pessoas a crerem em Deus, enquanto que seu convite convoca somente para amá-lo.
Respondeu Jesus: "O mais importante é este: 'Ouve, ó Israel, o Senhor, o nosso Deus, o Senhor é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças'”. (Marcos 12:29-30).

Deus não exige que alguém creia nele, mas sim que o ame. Esse é o maior mandamento desde sempre.
Para a criatura crer em Deus, bastaria ele demonstrar seu grandioso poder, convocando legiões de anjos ou descendo da cruz diante da grande multidão. Mas para que o amasse como o amor recomenda, não poderia fazer uso de poderes divinos para convencimento. Ele precisaria pacientemente esperar a resposta humana de amar.

A proclamação que enfatiza o crer em Deus, corre o risco de submeter a mensagem à mediocridade de comprovar Deus como o mais poderoso dos deuses. A sua prática a demonstrações do poder que Cristo abriu mão. E o sacerdote a demonstrar autoridade através de poder.
A que enfatiza o amor a Deus, necessita de uma mensagem que ressalte a graça e que leve cada um a experimentá-la em Cristo. De uma prática que demonstre ações solidárias da verdadeira religião. E que o sacerdote encarne o amor.

E quanto ao crer em Jesus?
A constante conclamação de Jesus para que cressem nele, não significava um assentimento intelectual ou a adoção de doutrinas.
Para Ele, crer implicava no passo de reconhecimento de que Ele próprio é a exata imagem de Deus.
“Se vocês realmente me conhecessem, conheceriam também o meu Pai. Já agora vocês o conhecem e o têm visto”. (João 14:7).

Jesus coloca a fé como requisito, por causa da loucura de receber como Deus um que chora, e que se compadece porque aprendeu a sofrer. Porque a almejada Glória contrariou as expectativas humanas da divindade e frustrou os muitos credos.
Os homens procuravam um Deus poderoso, e Ele se manifestou esvaziado. Eles buscavam um Deus que lhes fosse soberano sobre a Terra, mas Ele se manifestou como o servo sofredor.
Admitir o fraco Galileu como o Senhor da Glória exigia muita fé.
Servir a um Deus poderoso todos desejam, mas amar um Deus esvaziado requer fé.

A única possibilidade de um relacionamento autêntico de amor com Deus é reconhecendo o Soberano Senhor no servo sofredor.
Essa é a loucura da pregação: Um Deus que sofre(?)
“Nós, porém, pregamos a Cristo crucificado, o qual, de fato, é escândalo para os judeus e loucura para os gentios”. (1 Coríntios 1:23)

Precisamos urgente encarnar a mensagem do evangelho que cumpra com o desejo de Deus em levar cada pessoa a amá-lo com todo seu coração, alma, entendimento e força. E isto, somente através do único caminho e verdade: O Deus menos que não deixa de ser Deus.

Para se relacionar com Deus, não o procure no palácio e nem no trono, busque entre a humanidade.
Quer dizer, Deus não está numa função, muito menos de nossas projeções. Ele está numa relação. “O Deus é, se fez”.

Eliel Batista

0 comentários:

Postar um comentário

Não passe por aqui sem deixar seu registro. Ele sempre é benvindo e importante.