Que bom que você veio!

Obrigado pela visita, deixe uma mensagem de sua passagem por aqui.

12.4.07

MILAGRE NAS MÃOS


Estamos cansados do esforço excessivo em crer porque o objetivo de nossa crença deixou de ser inerentemente convincente. Carl Jung

Segundo Jung, manter os antigos princípios mitológicos de crença seria cada vez mais difícil. Isto porque no mundo antigo, crer em milagres não exigia sacrifício intelectual. O conhecimento a respeito do mundo e da natureza era extremamente limitado.

Se atentarmos para a compreensão que os escritores da Bíblia tinham a respeito dos eventos naturais, perceberemos que muito do que se interpretou como milagre, fez sentido para aquela época, mas não para nós. Poderíamos hoje com facilidade, descrevê-los como uma compreensão do que se via. Uma descrição fenomenológica.

Acreditava-se em Deus como aquele que manipula todos os eventos.

Doenças eram castigos divinos e curas o exercício de sua misericórdia. Uma percepção possível somente se considerar Deus como um pré-irado e todos não amados, mas desprezados. Um Deus excludente
Vivemos hoje em meio às descobertas dos seres microscópicos como vírus, bactérias, germes e da própria prevenção como as vacinas, das profilaxias antibióticas, as quimioterapias, que removem a idéia da maldição divina e revela “benção da vida” de igual maneira sobre justos e injustos.

Tsunamis, furacões, enchentes, tempestades e raios eram manifestações da ira divina. Enquanto que chuva e sol na medida certa a benção.
Vivemos hoje com a constatação das diferenças climáticas, do efeito estufa com o buraco na camada de ozônio. Sabemos sobre o El Ninõ, as conseqüências das marés e a acomodação das camadas tectônicas.
Aquilo que expressava ação divina, hoje é previsto com a facilidade de quem troca de camisa, sem a necessidade de prognósticos proféticos espirituais e exclui a idéia de um Deus manipulando as catástrofes por motivos morais.

Atualmente podemos explicar como um acontecimento natural, boa parte dos eventos anteriormente nomeados como intervenção divina. Inexplicável somente pela limitação do conhecimento da época. Provavelmente hoje, o mesmo fato não se atestaria como um milagre.
Se de fato houve uma intervenção, Deus desejou apenas levar o homem para além de suas próprias limitações e não agir sobrenaturalmente.

Ao mesmo tempo em que percebemos um mundo natural de causa e efeito, também constatamos a impossibilidade de controlar a vida. Um mundo de incertezas.
Requer-se de nós que refaçamos a leitura sobre os milagres para uma fé coerente.
Crendo que Deus intervém, e à luz do que conhecemos do mundo, para os pressupostos de nossa fé e a validade da mensagem, os milagres não deveriam ser re-interpretados?
Se o divino não manipula todos eventos, e os milagres acontecem, eles pertencem a outras categorias.
O conhecimento de hoje, atesta que revelar Deus através de seu poder Supremo que castiga ou abençoa, não tem significado. Não é sinal nem maravilha.

Se Deus não está por detrás dos eventos manipulando-os, como interpretar ou qual o significado de milagre?

Um cego de nascença com cerca de 40 anos foi curado. Um milagre extraordinário registrado por João no capítulo nove. Sabemos pelo menos duas coisas. Jesus não queria provar o seu poder e nem afirmou que Deus estava castigando o pobre homem.
Este milagre objetivava chamar os seguidores do Reino para irem além de si mesmos, a transcenderem suas próprias limitações.
Cristo nos ensinou que em vez de colocar Deus como o autor da maldição sobre as pessoas, de fazer juízos dos méritos humanos para bênçãos, devemos dar vista aos cegos.
Mas milagres de Jesus, não devem nos levar a nos acreditarmos milagrosos.

Jesus queria que seus discípulos aprendessem a transmitir de forma finita os valores celestiais infinitos. Aquilo que ele realizou como Deus, sugere ser realizado pelos homens como homens. Imitar o Deus-homem, como Homem-deus. ”... porque neste mundo somos como ele”.(1 João 4:17).
Aquilo que nós humanos atestamos como sobrenatural pertence ao natural de Deus. Entendendo que devemos ser imitadores de Deus como filhos amados, devemos agir com o mesmo princípio, mas em nossa própria natural dimensão.
Compreendendo que Deus dá vista aos cegos, devemos doar córneas, ou outras formas de socorro que sabemos possíveis.

O fundamental neste exemplo e adequado a todos.
A fé cristã anuncia que cegueira não é fruto da manipulação divina. Precisa encarnar a benção de conceder aos cegos a oportunidade de enxergar; enxergando-os. Dando-lhes o devido valor como seres que carregam a Imago Dei, sem diminuí-los. Não vê-los como excluídos da benção de Deus, mas alvos do amor.

As narrativas bíblicas sobre milagres, sinalizam muito mais um evento comunitário e não um escape pessoal das frustrações do mundo. Vemos a intervenção de Deus anunciando sua vontade para com o mundo e não padronizando suas ações.
O milagre de Deus não é dissociado de seu propósito, por isso é sinal e maravilha do Reino. Alguns estudiosos traduzem Reino por Universo.
Uma indicação e um deslumbramento do Universo de Deus.

Conforme avança o conhecimento da vida e do cosmos, os milagres se reduzem não pela diminuição da fé, mas pela interpretação dos fatos.

Diante disto precisamos nos perguntar:
O que seria hoje um sinal ou assombro do Reino?

Quando Jesus pergunta se em sua volta acharia fé na terra, bem pode ser o desafio de constantemente termos que adaptar a fé a uma nova realidade, para não nos tornarmos incrédulos.
Para o tipo de mundo egocentrado e absurdamente injusto em que vivemos, milagre, mais do que fazer um surdo ouvir seria dar ouvidos aos surdos.
Mais do que orar pelo sustento diário, fé seria dividir.

O milagre está em nossas mãos para ser realizado, da maneira como sabemos. De forma finita revelar o infinito.
Podemos multiplicar pães montando cestas básicas, cumprindo o que Jesus disse: “...dêem-lhes vocês mesmos algo de comer” (Mt.14:16).

O desafio para sairmos de nosso comodismo é imenso. O chamado para um Reino assumido com esforço requer muito trabalho. Talvez tenha sido esta a razão de Jesus dizer que o Reino só é possível pela fé que deseja remover montanhas.

O convite sobrenatural do Reino de Deus desafia a uma fé de amigo, que não mede esforços, para carregar um paralítico no colo até a presença de Jesus. O Reino de Deus, não proclama uma fé impessoal que declara aos gritos, do alto de um púlpito a cura. Muito mais que ações sobrenaturais, cada ser humano precisa de ações de afeto.
Impor as mãos sobre os enfermos é mais do que declarar cura, é se compadecer.
Que naturalmente flua das mãos dos Filhos do Reino, o milagre que Deus quer que realizemos. Aquele que sabemos fazer.

Eliel Batista

2 comentários:

laercio disse...

A interpretação da Bíblia passa pelo momento histórico que se vivencia. Sua percepção é coerente, e ai eu poderia dizer que a Bíblia não nos revela necessariamente a palavra de Deus, mas onde e como encontrar Deus.
Usando suas palavras: "Numa fé de amigo", e ações de afeto.
Um abraço. Laercio

Arnaldo Ribeiro disse...

REVELAÇÃO/EXORTAÇÃO
Urge difundirmos na terra, a certeza de que Jesus Cristo já vive agindo entre nós, espargindo a luz do saber em sí, criando Irmãos Espirituais, e a nova era Cristã. Eu não minto, e a Espiritualidade que esperava pela sua volta, pode comprovar que digo a verdade. Por princípio, basta recompormos as 77 letras e os 5 sinais que compõe o título do 1º. livro bíblico, assim: O PRIMEIRO LIVRO DE MOISÉS CHAMADO GÊNESIS: A CRIAÇÃO DOS CÉUS E DA TERRA E DE TUDO O QUE NÊLES HÁ: Agora, pois, todos já podem ver que: HÁ UM HOMEM LENDO AS VERDADES DO SEU ESPÍRITO: ÊLE É O GÊNIO CRIADOR QUE ESSA AÇÃO DE CRISTO: (LC.4.21) – Então passou Jesus a dizer-lhes: Hoje se cumpriu a escritura que acabais de ouvir: (JB.14.17) – O Espírito da verdade que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem conhece, vós o conheceis; porque Ele habita convosco e estará em vós. – Regozijemo- nos ante a presença do Nosso Senhor, e façamos jus ao poder que o Filho do Homem traz às Almas Justas, para a formação da verdadeira Cristandade.

(MT.26.24) – O FILHO DO HOMEM VAI, COMO ESTÁ ESCRITO A SEU RESPEITO, MAS AI DAQUELE POR INTERMÉDIO DE QUEM O FILHO DO HOMEM ESTÁ SENDO TRAIDO! MELHOR LHE FÔRA NÃO HAVER NASCIDO:

E, ao recompormos as 130 letras e os 7 sinais que compõem esse texto, todos já podem ler, saber, e entender quem é o Filho do Homem:

E O FILHO DO HOMEM É O ESPÍRITO QUE TESTA AS ALMAS DO HOMEM E DA MULHER, NA VERDADE DO SENHOR, COMO CRISTO: E EIS A PROVA QUE O FILHO DO HOMEM FOI TREINADO NA LEI CRISTÃ:

(MC.14.41) – Chegou a hora, o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores: E hoje, quem quiser interagir com o Filho do Homem Imortal, deve buscar “A Bibliogênese de Israel”, que já está disponível na internet (Editora Biblioteca 24x7). E quem não quiser, pode continuar vivendo de esperança vã, assistindo passivamente a agonia da vida terrena, à par da auto-destruição do nosso planeta...

Postar um comentário

Não passe por aqui sem deixar seu registro. Ele sempre é benvindo e importante.